A poucos dias da abertura da Copa do Mundo de 2026, a discussão sobre o valor dos ingressos segue intensa. Em alguns casos, entradas para a final chegaram a aparecer por cerca de R$ 950 mil na plataforma oficial de revenda autorizada pela Fifa. O valor chamou atenção por superar em mais de cem vezes a previsão apresentada no projeto de candidatura do torneio, que estimava preço máximo de US$ 1.550 para a decisão.
Mesmo com as críticas, a entidade máxima do futebol confirmou uma nova etapa de comercialização de bilhetes. A venda extraordinária acontece nesta quinta-feira (7), das 13h às 19h, no horário de Brasília, em formato considerado “limitado”. Segundo a Fifa, trata-se de uma ação de última hora para atender à alta procura às vésperas do início da competição.
O presidente da entidade, Gianni Infantino, defendeu recentemente a política de preços adotada para o Mundial. Durante participação na Conferência Global do Milken Institute, ele afirmou que o mercado norte-americano trabalha com valores alinhados à demanda do setor de entretenimento. Também ressaltou que, nos Estados Unidos, a revenda de ingressos é permitida, o que, segundo ele, faz com que bilhetes inicialmente baratos sejam revendidos depois por cifras muito superiores.
A comercialização dos ingressos vem sendo feita em diferentes etapas desde outubro de 2025. A última abertura havia ocorrido em 1º de abril, e a previsão é que as vendas permaneçam disponíveis até 19 de julho, data marcada para a final da Copa. Até abril, a Fifa informou ter vendido mais de 5 milhões de entradas e recebido aproximadamente 500 milhões de solicitações de compra.
Ao todo, cerca de 7 milhões de ingressos foram disponibilizados para os 104 jogos do torneio, distribuídos em 16 cidades-sede. Para a estreia da seleção brasileira diante de Marrocos, por exemplo, restam apenas entradas da categoria mais próxima ao gramado. No site oficial da Fifa, os valores partem de aproximadamente R$ 13 mil.
