A Polícia Civil do Paraná renovou a parceria com o programa Alerta Amber, ferramenta utilizada para agilizar a divulgação de informações sobre desaparecimento de crianças e adolescentes. A iniciativa, desenvolvida em conjunto pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e a empresa Meta, seguirá em operação no Estado pelos próximos dois anos.
A renovação do acordo foi oficializada no último dia 18 de maio por meio de um termo aditivo assinado pela Secretaria de Estado da Segurança Pública e pela Polícia Civil do Paraná. O Paraná aderiu ao sistema em 2024 e desde então utiliza a tecnologia para ampliar o alcance das investigações nas primeiras horas após o desaparecimento.
O Alerta Amber funciona como uma rede emergencial de comunicação. Quando ativado pelas autoridades, o sistema dispara automaticamente avisos para usuários do Facebook e Instagram em um raio de até 160 quilômetros da ocorrência. O conteúdo inclui descrição da criança ou adolescente, informações sobre o último local onde foi visto e contatos para denúncias.
Segundo a Polícia Civil, a ferramenta fortalece o trabalho investigativo ao ampliar rapidamente a circulação das informações e incentivar a participação da população nas buscas.
O delegado Thiago Filgueiras, responsável pelo Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride), destaca que o tempo de resposta é decisivo nesse tipo de ocorrência.
“Quanto mais rápida for a divulgação, maiores são as chances de localização da vítima. O alerta mobiliza a sociedade e pode gerar informações importantes para a investigação”, afirmou.
Ferramenta já é utilizada em todo o Brasil
Criado nos Estados Unidos e presente em mais de 30 países, o Alerta Amber começou a operar no Brasil em 2023. Atualmente, 25 estados brasileiros e o Distrito Federal já aderiram ao programa.
No Paraná, o sistema atua em conjunto com o Sicride, estrutura especializada da Polícia Civil que investiga desaparecimentos de crianças. O serviço, criado em 1995 e sediado em Curitiba, é considerado pioneiro no País por atuar exclusivamente nesse tipo de ocorrência.
O órgão concentra registros de desaparecimentos envolvendo crianças de até 12 anos incompletos em todas as regiões do Estado e pode contar com apoio de outras forças de segurança, como o Tigre, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros.
Caso Eloah marcou atuação do alerta no Paraná
Um dos episódios recentes de maior repercussão envolvendo o uso da ferramenta ocorreu em janeiro deste ano, após o desaparecimento da menina Eloah, de 1 ano, em Curitiba.
A criança foi encontrada em menos de 48 horas em Campo Largo, na Região Metropolitana da Capital, após uma força-tarefa das forças de segurança com apoio da divulgação feita pelo Alerta Amber.
O caso reforçou a importância da atuação integrada entre tecnologia, investigação policial e participação popular para acelerar a localização de crianças desaparecidas no Paraná.
