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Greve na educação municipal de Curitiba é considerada ilegal pelo TJ-PR
Profissionais da educação da rede municipal de Curitiba iniciaram uma greve na manhã de quarta-feira, 8 de abril de 2026. O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) havia considerado a greve ilegal, com decisão do desembargador Ramon de Medeiros Nogueira, que classificou o movimento como “abusivo”. Foi estabelecida uma multa diária de R$ 100 mil ao Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (SISMMAC) caso a paralisação ocorresse. O tribunal destacou a falta de esgotamento das negociações e a ausência de comunicação prévia de 72 horas.
Apesar da paralisação, o secretário municipal de educação, Paulo Schmidt, afirmou que cerca de 95% das unidades continuam funcionando. O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sismuc) informou que 216 Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) aderiram à greve. A Prefeitura de Curitiba mantém o diálogo com os sindicatos e destacou a contratação de aproximadamente 1,2 mil profissionais para a rede.
As reivindicações dos profissionais incluem a falta de pessoal, sobrecarga e adoecimento dos professores, ausência de apoio para inclusão, problemas estruturais nas escolas e desvalorização profissional. Os grevistas se reuniram na Praça 19 de Dezembro, no Centro de Curitiba, e caminharam em direção à prefeitura. Desde novembro de 2025, os profissionais estavam em estado de greve.
Uma segunda liminar, assinada pelo desembargador Coimbra de Moura, determinou que o Sismuc não iniciasse a paralisação e não impedisse o acesso às unidades educacionais, sob pena de multa diária de R$ 20 mil.
Diana de Abreu, presidente do SISMMAC, afirmou em vídeo que a paralisação seria mantida, criticando as condições de trabalho e a falta de apoio para inclusão nas escolas. Ela destacou que a desvalorização profissional e o não cumprimento de leis são “ilegais”.
Na noite de 8 de abril, os sindicatos decidiram suspender a greve após acordo com a administração municipal. As aulas devem ser retomadas na manhã de quinta-feira, 9 de abril de 2026.
O Tribunal de Justiça do Paraná também estipulou uma multa de R$ 525 para outras infrações relacionadas ao movimento grevista.
