Curitiba enfrenta pressão nas UPAs com avanço de doenças respiratórias em maio

O aumento dos casos de doenças respiratórias voltou a impactar o atendimento nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Curitiba neste mês de maio. Dados da Prefeitura mostram que, entre os dias 1º e 21, as nove unidades da capital registraram mais de 80 mil atendimentos, com um em cada cinco pacientes apresentando sintomas respiratórios.

Ao todo, foram 17.226 casos relacionados a quadros como gripe, Covid-19, resfriados e outras infecções respiratórias. O crescimento da procura tem provocado maior tempo de espera principalmente para pacientes classificados como pouco urgentes.

Segundo o sistema de classificação de risco utilizado nas UPAs, os atendimentos considerados graves seguem com prioridade imediata. Já os pacientes enquadrados nas categorias verde e azul, destinadas a situações de menor urgência, enfrentam filas mais longas nos horários de maior movimento.

A média de espera para casos classificados como verdes chegou a 109 minutos. Entre os pacientes da categoria azul, considerada não urgente, o tempo médio foi de 86 minutos.

Atendimento remoto é alternativa para casos leves

Com o aumento da demanda nas unidades de emergência, a orientação da rede municipal de saúde é que pessoas com sintomas leves busquem canais alternativos de atendimento sempre que possível.

Entre as opções está a Central Saúde Já Curitiba, serviço remoto voltado para pacientes acima de cinco anos enquadrados nas classificações verde e azul. O atendimento funciona pelo telefone 3350-9000.

De segunda a sexta-feira, o serviço atende das 7h às 22h. Nos fins de semana, o funcionamento ocorre das 8h às 20h.

A Secretaria Municipal da Saúde também mantém a vacinação contra a influenza disponível para os grupos prioritários em 109 unidades de saúde da capital.

Como diferenciar os principais quadros respiratórios

Embora muitos sintomas sejam semelhantes, algumas características ajudam a identificar os quadros mais comuns nesta época do ano.

Resfriado
Costuma provocar sintomas leves, como coriza, espirros e dor de garganta. Febre é menos comum e a recuperação geralmente acontece em poucos dias.

Gripe (Influenza)
Apresenta início mais intenso, com febre alta, dores no corpo, cansaço e mal-estar. Mesmo após a melhora, a sensação de fadiga pode permanecer.

Covid-19
Pode variar de casos leves a graves. Tosse, febre e cansaço estão entre os sintomas mais frequentes. Falta de ar é sinal de alerta para procurar atendimento imediato.

Rinite alérgica
Não é transmissível e costuma estar relacionada à exposição a poeira, mofo ou outros agentes alergênicos. Espirros e irritação nasal são comuns, sem presença de febre.

Sinusite
Provoca congestão nasal intensa, pressão ou dor na face e alterações no olfato. Em alguns casos, pode vir acompanhada de febre.

Quando procurar atendimento imediato

A recomendação é buscar avaliação médica rapidamente em casos de agravamento do quadro, especialmente diante de sintomas como:

  • falta de ar;
  • febre persistente por mais de três dias;
  • sinais de desidratação;
  • confusão mental;
  • piora importante do estado geral.

Cuidados ajudam a reduzir transmissão

Especialistas reforçam que medidas simples continuam sendo importantes para diminuir a circulação de vírus respiratórios.

Entre as orientações estão:

  • higienizar as mãos frequentemente com água e sabão ou álcool em gel;
  • cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar;
  • manter ambientes ventilados;
  • evitar compartilhar objetos pessoais;
  • manter hidratação e alimentação adequadas;
  • evitar contato próximo com pessoas com sintomas gripais.
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